Fiz inúmeras tentativas em vão de conectar o fio no celular. Eu estava distraída conversando com minha filha e demorei para perceber que minha mão esquerda não estava segurando o celular,mas uma caixa de rivotril.
Demos muita gargalhada,mas fato é que tentei em vão, durante todo o dia,doar ou dar para alguém essa caixa de comprimidos que ( graças ao bom Deus ) nem cheguei a abrir.
O farmacêutico da Drogaria se negou a pegar. O hospital Amparo Maternal também não quis a caixa de remédio ( falei com a coordenadora, assistente, psicóloga) mas nada. Não obtive sucesso e voltei para casa com uma caixa tarja preta fechadinha na bolsa,e com tres meses de prazo para vencer.
Para descartar esse medicamento ( conforme instrução do farmacêutico ) vou ter que primeiro me desfazer de todos os comprimidos ( um por um ) para então amassar a caixinha e jogar fora. Tá bão ?
Mais trabalhoso do que descartar alguns fragmentos do passado da minha vida.
Maat 2015