Tempos de crise ⚡️
Meu pais está em crise. Falta emprego,falta salário e vergonha na cara de alguns políticos que administram o país.
Com essa crise toda solta por aí,a gente fica até sem jeito de comprar um presentinho de natal ( seja para si mesma ou para outra pessoa ).
Saí com minha filha e me contentei com algumas blusinhas e vestidinhos da Porto Gallo. Tá bom demais. Antes porém, prometi a mim mesma fazer uma limpeza no guarda roupa ( como faço todo ano ) para doar blusas,roupas e sapatos.
Tudo que não tiver sido usado pelo tempo de um ano vai sair do armário.
Não é hora de esbanjar,muito menos fazer ostentação. Devemos isso sim agradecer,pelo privilégio de estarmos vivos,com saúde e ( no meu caso ) recebendo aposentadoria.
Quanto a safadeza política,entrego nas mãos de Deus,principalmente quando estou orando.São espíritos fazendo más escolhas pelo bem estar coletivo.Claro que não sou perfeita. Também estou tentando evoluir. Cada um no seu degrau.
Mas podemos fazer escolhas. Podemos optar por subir ou descer mais um degrau. Deus respeita o livre arbítrio da humanidade ( desde o homem da sarjeta ao mais alto escalão governamental )
O Brasil não precisa de crise mas de bons políticos.
Maat / 2015
As vezes ficamos tão chateados,tão machucados emocionalmente,que fica difícil conseguir escrever alguma coisa.
Que bom seria se conseguíssemos passar um mata-borrão ( sou desse tempo ) na alma e no coração,para que toda tristeza,decepção e mágoa fossem absorvidas por ele. Ficaríamos limpos de emoções mal qualificadas,plantadas justamente por quem deveria nos compreender e amar (tanto faz se filhos,marido,companheiros,ou amigos do peito)
Maat / 2015
Saí de Taquaritinga segunda feira,tipo sete da noite começando chover. Pegamos chuva forte e farta até Rio Claro,mas com pouco trânsito no asfalto.
A gente nem pode reclamar...deixa chover.
Sou mijona por natureza e fico mais sensível ainda quando viajo. Graças a Deus as estradas hoje tem vários postos de parada,e todos muito bem paramentados. Mas com chuva,a vontade de fazer xixi se multiplica.
Minha sobrinha,que veio bebendo água a viagem inteira para curar ressaca de casamento,também estava necessitada de aliviar a bexiga. E assim viemos,dando várias paradas nos postos da estrada para uma mijadinha básica, e marcando território pelas rodovias que nem cachorrinho no poste.
Viajar para Taquaritinga sempre é uma aventura mas cansa.
Sampa....voltei !... I’m here again.
Maria da Penha Boselli* / Maat 2015
Efeito Colateral
O encontro com as amigas ( sexta ,sábado e domingo ) trouxe de volta para minha vida,uma agitação antiga,experimentada por todas nós na adolescência e mocidade. Em outros tempos,experimentávamos um turbilhão de emoções ( todos os dias,todos os fins de semana ) Caminhávamos a cidade inteira,saracotiando pra lá e pra cá…Fazíamos via sacra nas casas umas das outras…e ainda tinham os bailes,quermesses e festas que nunca faltavam (todo santo mês) Absorvíamos tudo numa boa.Tínhamos um fôlego físico e emocional impressionante.
Revivemos agora, em um único fim de semana,todas essas sensações do passado,num turbilhão de emoções que me deixou levemente exaurida,justamente por ter ultrapassado a linha dos sessenta.
Estou rouca de tanto falar. Empanturrada de coisas boas tipo, pizza,doces,bolos,cafés,frutas,lanches,pates,bebidas, e empanturrada de boas recordações.
Agora…estou recolhida. Uma pausa,um intervalo silencioso e introspectivo, para que eu possa me curar dessa ressaca social.
Quanto as minhas colegas não sei. Mas eu, estou com a sensação de que encontros turbinados me deixam levemente desvitalizada. O tempo debilitou aquele tutano da juventude para agitação social.Prefiro introspeção.
Maria da Penha Boselli* / 2015
Amanhã,depois de mais de trinta anos,nos encontraremos na pizzaria para abraços,sorrisos,confidências,e recapitulações. Será uma varredura no tempo.
Mas hoje,antecipando o encontro na pizzaria,nos reunimos para um "café nostalgia"no apartamento de uma das meninas. Estávamos em cinco.
Foi divertido e foi bom.
Demos risadas e passamos a limpo algumas situações da vida. Rememoramos alguns momentos dramáticos e outros divertidos da adolescência. Constatamos a inexorável passagem do tempo,mas nos sentimos gratificadas por toda uma vida pontilhada de proteção Divina. Fato comprovado por cada uma de nós, conforme as histórias pessoais iam sendo contadas.
A tarde foi curta. Não vimos o tempo passar.
Abraços,sorrisos e beijos...Hora de ir embora.
Saí com a sensação de que nem tudo estava bem.
Pressentimento ?
Maat / 2015